21 dez

Esporte, um aprendizado para a vida

Foi em maio de 2015 que a psicóloga infantil Daniella Freixo entrou para o Projeto Mulher. Ela começou a fazer as aulas na Praça do Real Parque 3 vezes por semana. Apaixonada por natação e tênis, ela nunca tinha corrido. Mas aprendeu e, hoje, é uma fã! Confira o relato dela:

O poder do exercício
O clima do Projeto Mulher é contagiante e motivador. Você percebe que, ao respeitar seu tempo e seu ritmo, correr se torna possível. Esporte é aprendizado e mexe muito mais do que apenas com a nossa endorfina e adrenalina… Mexe com competências, com desafios, com a autoestima… É poderoso.

A consciência do esforço
Com a experiência no Projeto Mulher, percebi o que já sabia na teoria: é preciso dar mais atenção ao processo do que ao resultado. Quando você foca no processo, você se apropria de cada passo do caminho, tem consciência do esforço para chegar àquele ponto e, em consequência, consegue uma melhora. Já quando você foca no resultado, a frustração é mais certa por que não se valoriza a caminhada em si.

No ritmo da comparação
A consciência de olhar para o seu próprio desenvolvimento, é a maneira do Projeto Mulher trabalhar. Foi assim quando comecei. E foi assim quando machuquei o joelho e tive de recomeçar. Tive de fortalecer meus músculos, olhar mais minha corrida, me aperfeiçoar. E tive de aprender a correr em um ritmo mais meu. E parar de me comparar com as outras companheiras. Quando me comparo com outra pessoa, posso até ter um estímulo, mas não é tão produtivo quanto me comparar a mim mesma… Essa autopercepção é muito importante. O terreno do vizinho deixa de ser mais verde e ficamos centrados em fazer o nosso melhor. E aí a chance de sucesso é muito maior!!!

A persistência
O esporte nem sempre significa sucesso. Veja os meninos no futebol, por exemplo, quando o time deles perde, se chateiam, perdem o controle… Por isso é preciso aprender a reconhecer certas derrotas e perseverar!
Isso é uma coisa que eu tento passar para minhas filhas Maria Eduarda, de 11, e Maria Luisa, de 7. Quero que elas aprendam pelo meu exemplo que o esporte tem que ser inserido na rotina, faz parte da higiene do corpo e da mente. Herdei isso dos meus pais que também são esportistas. Minhas filhas me apoiaram desde o começo. Ficavam comigo na pracinha no fim de semana, quando a minha língua ainda ia no pé. Até correram comigo! E acompanharam o meu esforço. Perceberam que eu dei o meu melhor. E que nem sempre é fácil chegar ao resultado que se quer. Estou ensinando o que aprendo com o Projeto Mulher: a persistir.

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