<iframe src="//www.googletagmanager.com/ns.html?id=GTM-5R53WF" height="0" width="0" style="display:none;visibility:hidden"></iframe>
28 out
18 maio

A primeira aluna do Projeto Mulher conta como aprendeu a atingir os objetivos.

Bia na meia maratona do Rio de Janeiro, em 2012.

Bia na meia maratona do Rio de Janeiro, em 2012.

Sempre fui uma pessoa ativa, mas nunca corri como esporte. Na verdade eu nunca soube correr, apenas caminhava.

Em maio de 1998, eu então com 28 anos e acima do peso, não conseguia emagrecer. Já tinha tentado algumas dietas malucas sem resultado até procurar a nutricionista Heloisa Guarita, uma das fundadoras do Projeto Mulher.

Fiz o programa de reeducação alimentar da RG Nutri por um mês, caminhava e nadava duas vezes por semana. Tive resultado, mas ainda faltava eliminar de 5 a 6 kg e não tinha músculos. Foi quando a nutricionista me apresentou a outra sócia, a triatleta Cris Carvalho, que me mostrou como funcionava o Projeto Mulher, um programa de trabalho bem ousado e inovador para a época.

Achei uma loucura treinar por uma hora. Não conseguia correr nem 15 minutos. Pensei: essas duas são loucas, não vai dar certo. Mas encarei o desafio pensando que o resultado seria eu ficar forte e magra.

No começo foi muito difícil, eu ficava exausta e com muitas dores musculares. E olha que no início foi só um mix de caminhada, corrida e fortalecimento. Tudo bem gradual.

Tive que aprender a lidar com planilha de treino, seus termos e quais tênis eram apropriados. Comprei um relógio polar para ver a pulsação e todo um universo novo se abriu à minha frente.

Com a Cris Carvalho aprendi quais eram os limites do meu coração em descanso e durante a corrida e assim, com segurança, evolui.

A cada encontro vivenciava novas descobertas sobre o meu corpo, aprendia novos exercícios físicos. Conheci pessoas diferentes, troquei experiências e pude ter uma visão diferente do parque do Ibirapuera e da natureza da cidade de São Paulo.

Gradualmente fui perdendo os quilos extras e ganhando massa muscular. Passei a dormir melhor, entrar em roupas que antes parecia impossível, fiquei com mais disposição para trabalhar, meu humor melhorou, enfim foi tudo de bom.

Depois de seis meses de treinos, a Cris me deu alguns objetivos: meu primeiro corrida foi no Ibirapuera, na corrida contra o Câncer e Mama. Depois a da Avon, ambas de 5k. Foi o máximo receber medalha, ter as treinadoras lá dando o maior apoio, amigas correndo junto e vencendo uma etapa.

Com as companheiras de equipe do Projeto Mulher, Bia fez a volta a ilha na corrida de Revezamento em Florianópolis.

Com as companheiras de equipe do Projeto Mulher, Bia fez a  corrida de Revezamento Bertioga/Maresias.

Os objetivos foram crescendo e o grupo passou até a viajar junto e a fazer provas fora de São Paulo. Viajamos para o Rio de Janeiro, Florianópolis, Maresias e fizemos até provas internacionais. Além dos benefícios da corrida ganhei uma turma de amigos.

No projeto Mulher aprendi a ter disciplina, rotina e força para atingir meus objetivos, aprendi a ouvir meu corpo, a ter bom senso para fazer escolhas para mim. Aprendi a conviver em grupo, como cuidar de atritos como manter suas opiniões e respeitar outras mais experientes.

Grávida de seu segundo filho, Bia se manteve firme na prática das atividades físicas com a orientação do Projeto Mulher.

Grávida de seu segundo filho, Bia se manteve firme na prática das atividades físicas com a orientação do Projeto Mulher.

Hoje, depois de já ter feito tantas provas de corrida, estar casada, ter dois filhos pequenos, faço esporte seis vezes por semana, intercalando treinos de corrida, bike musculação e aulas de alongamento.

Meus próximos objetivos? Fazer algumas provas de montanha, como Cruce de Los andes ou o desafio das Dolomitas, na Itália.

Share this
02 mar

Correr o Cruce de Los Andes em casal: experiência gratificante

Ao ouvir as histórias do Cruce de Los Andes contadas pela professora Renata Castro, do Projeto Mulher, a médica Anael Barbosa Marinho, 47 anos, não teve dúvidas: quis se preparar para participar da prova de 2013.

Para acompanhá-la nessa jornada, Anael convidou o marido, o também médico Antonio Carlos da Costa, 47 anos, o Caco, que estava sem praticar uma atividade física por conta dos afazeres do dia a dia. “Ao ouvir a minha proposta, ele aceitou na hora, e começamos a treinar focados na famosa corrida”, relembra a médica.

Preparação

Anael conta que sempre foi fã de esportes, mas o empenho para participar do Cruce a estimulou a se exercitar como nunca. “Durante 2012, melhorei muito o meu desempenho. Nos últimos meses fiz um treino específico para o Cruce, de corrida e fortalecimento muscular, orientada pela professora Renata”, explica.

Ela treinou três vezes por semana com o Projeto Mulher no Pacaembu, e os demais dias seguia a planilha – que agora pode ser encontrada no site do Projeto Mulher – feita pela professora. Ela também fez treinos de corrida nas ruas de Higienópolis e de fortalecimento muscular na academia do prédio onde mora.  O marido de Anael treinou com menor constância devido a lesões. “Entretanto, pelo fato dele ter sido atleta por muito tempo, chegamos ao final do ano na mesma frequência”, analisa.

Dificuldades

A preparação do casal compensou: “Estávamos esperando até dificuldades maiores, como temperaturas baixas e chuva, mas felizmente o clima estava ótimo, o que facilitou o nosso desempenho, apesar da prova ser muito dura e com percurso irregular”, afirma Anael, que também curtiu muito correr a prova em casal.

Cada um, no entanto, enfrentou seus obstáculos pessoais: “na primeira semana de janeiro, fomos surfar e, infelizmente, tive uma lesão ligamentar no joelho que me obrigou a ficar um mês sem treinar, fazendo apenas fisioterapia. Por isso, tive mais dificuldade nas subidas. O Caco sentiu mais as descidas, onde teve dores nos joelhos”. O uso moderado de analgésicos e Kinesio ajudaram a dupla a lidar com as dores.

Sanduíche de prêmio

Para o casal, a estrutura da prova estava bastante confortável. Dormir em barracas não foi um problema, permitiu o descanso e a recuperação de forças. “Para o Caco, a maior dificuldade foi entrar e sair da barraca, pois ele é alto e tinha que se dobrar todo, apesar das dores musculares nas pernas”, comenta Anael.

Alimentação também não foi obstáculo para a dupla, que se instruiu com a nutricionista Daniela, do Sports Lab, para a programação alimentar antes, durante e depois da prova. “Levamos suplementos diversos, frutas secas, cápsulas de sal e até um sanduíche de prêmio para o final da prova”, explica Anael, que achou a comida do acampamento farta e saborosa. “Não passamos fome em nenhum momento”, garante.

Treinar a mente

Para Anael, a prova é uma experiência pela qual todo corredor precisa passar pelo menos uma vez na vida. E dá sua grande dica: “Treinem, além do corpo, a mente. O equilíbrio emocional é fundamental para completar bem a prova. A escolha do parceiro com nível similar também é muito importante para manter a harmonia da equipe”. E, por último, aconselha: “faça uma boa programação de hidratação e de alimentação”.

Share this
24 fev

© 2014 Of Memory Hosting. All rights reserved.